A Polícia Federal apura diálogos da lobista Roberta Luchsingr que, segundo as mensagens, dizia falar “em nome de Lulinha” para viabilizar um projeto de cannabis medicinal no Ministério da Saúde.
Nas conversas obtidas pela PF e publicadas por Estadão, Globo e confirmadas pela Folha, Roberta cita uma remuneração de 20% e menciona o advogado Otto Medeiros e o ministro do STF, Cássio Nunes Marques. Cássio negou ser sócio de Otto.
As investigações apontam que Roberta chegou a entregar ao ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana, o “Marcola”, uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de cannabidiol com dispensa de licitação. Marcola confirma ter recebido, mas diz que não repassou.
Ainda segundo a PF, Roberta também é investigada por relação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Há registros de que ela comprou 2 joias de diamante a pedido de Marcola para presente de Dia das Mães. A defesa de Marcola diz que o valor de R$ 217 mil já foi quitado.
A defesa de Lulinha afirma que não pode atestar a veracidade das mensagens e classificou os vazamentos como “criminosos” e com “interesses políticos e eleitorais” visando 2026.
O Ministério da Saúde informou que não houve andamento na proposta. O caso corre no STF sob relatoria do ministro André Mendonça.