De acordo com uma reportagem da CNN, a Casa Branca demitiu vários funcionários do governo, incluindo pelo menos três do Conselho de Segurança Nacional (NSC), após uma reunião entre o presidente Donald Trump e Laura Loomer, uma ativista de extrema-direita.
Segundo três fontes familiarizadas com o assunto, as demissões ocorreram depois que Loomer se reuniu com Trump na quarta-feira (2) e pediu a remoção de vários membros da equipe do NSC, alegando deslealdade. Uma das fontes informou que Loomer compilou uma lista de cerca de uma dúzia de nomes, e as demissões subsequentes foram resultado direto desse encontro.
Entre os funcionários demitidos estão:
- Brian Walsh, diretor de Inteligência e ex-alto funcionário do atual secretário de Estado Marco Rubio no Comitê de Inteligência do Senado.
- Thomas Boodry, diretor sênior de assuntos legislativos que anteriormente atuou como diretor legislativo de Michael Waltz no Congresso.
- David Feith, diretor sênior de supervisão de Tecnologia e Segurança Nacional, que serviu no Departamento de Estado durante o primeiro governo Trump.
O vice-conselheiro de Segurança Nacional, Alex Wong, não estava entre os demitidos na quarta-feira, mas um funcionário da Casa Branca especulou que ele poderia sair em breve.
O porta-voz do NSC, Brian Hughes, declarou à CNN: “O NSC não comenta questões de pessoal.”
A CNN relata que todos os funcionários demitidos passaram pelo mesmo processo de seleção nos últimos meses, que incluía perguntas sobre lealdade à agenda de Trump, conduzido pelo atual diretor do Gabinete de Pessoal Presidencial, Sergio Gor.
Loomer, que não ofereceu detalhes sobre a reunião, disse à CNN: “Foi uma honra me encontrar com o presidente Trump e apresentar a ele minhas descobertas, continuarei trabalhando duro para apoiar sua agenda e continuarei reiterando a importância de uma forte verificação, para proteger o presidente e nossa segurança nacional.”
Este incidente marca a segunda vez que um ativista de extrema-direita é associado à demissão de autoridades de Segurança Nacional no atual governo Trump.
A reportagem da CNN destaca que essas demissões ocorreram em um momento em que o conselheiro de Segurança Nacional, Michael Waltz, enfrenta críticas por criar um grupo no Signal onde informações confidenciais sobre um ataque iminente dos EUA aos rebeldes houthis no Iêmen foram compartilhadas.
A CNN ressalta que, embora Trump tenha apoiado publicamente Waltz, fontes familiarizadas com conversas de bastidores afirmam que o presidente está esperando para ver como a situação se desenvolverá.
Fonte : CNN