A data tem como objetivo chamar a atenção para a importância da detecção de alterações nas mamas que podem ajudar a identificar este tipo de câncer antes do surgimento de sintomas.
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 73.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2023 e 2025, com uma taxa de incidência de 41,89 casos por 100.000 mulheres. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro e representa cerca de 1% do total de casos.
No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde – assim como da Organização Mundial da Saúde e de outros países – é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres com idade entre 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos, como forma de identificar o câncer antes do surgimento de sintomas. Incluem-se também nessa recomendação os homens trans e pessoas não-binárias assignadas no feminino ao nascer, que mantêm as suas mamas.
A Dra. Paola Markiewicz, mastologista do Hospital Albert Einstein, reforça essa orientação: “A mamografia é nossa principal aliada na luta contra o câncer de mama. Ela pode detectar tumores minúsculos, muito antes de qualquer sintoma aparecer.”
Vânia Sobrinho, 46 anos, é um exemplo do impacto positivo da detecção precoce. “Aos 46 anos, fui diagnosticada com câncer de mama durante um exame de rotina. Graças à descoberta precoce, pude iniciar o tratamento imediatamente”, relata. “Hoje, estou curada e não canso de incentivar outras mulheres a fazerem seus exames regularmente.”
Sinais de alerta incluem nódulos na mama, alterações na pele, mudanças no mamilo e saída espontânea de líquido. O sintoma mais comum é o nódulo, presente em mais de 90% dos casos da doença. No entanto, a Dra. Paola ressalta: “Muitas vezes, o câncer de mama em estágio inicial não apresenta sintomas visíveis. Por isso, a mamografia regular é tão crucial.”
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atenção integral à prevenção e ao tratamento do câncer de mama. Isso inclui exames de rastreamento, diagnóstico, consultas e diversos tipos de tratamento. As modalidades de tratamento podem ser divididas em:
- Tratamento local: cirurgia e radioterapia
- Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica
O tratamento varia de acordo com o estadiamento da doença, as características biológicas do tumor e as condições da paciente. Quando diagnosticada no início, a doença tem maior potencial curativo.
Além disso, hábitos saudáveis podem ajudar na prevenção. Cerca de 17% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de medidas como:
- Praticar atividade física
- Manter o peso corporal adequado
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas
- Amamentar (fator de proteção contra o câncer)
- Não fumar e evitar o tabagismo passivo
“Nosso objetivo com o Dia Nacional da Mamografia é conscientizar sobre a importância da prevenção e detecção precoce”, conclui a Dra. Paola. “Cada mamografia realizada é uma oportunidade de salvar uma vida.”
Para mais informações, o INCA disponibiliza materiais educativos em seu site oficial, incluindo a Cartilha “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?” e um folder sobre o mesmo tema.
Fontes: Instituto Nacional do Câncer (INCA).