Governo revoga regra do pix e prepara nova lei de proteção

Nova medida vai impedir cobranças extras no Pix e reforçar que é gratuito e sigiloso, como já era antes
Governo cancelo regra do PIX - Foto João Risi

A Receita Federal revogou a instrução normativa que estendia o monitoramento das transações via Pix aos bancos digitais, fintechs e instituições de pagamento. Esta decisão foi tomada em resposta à onda de fake news sobre a modernização da fiscalização do Pix. Em substituição, o governo editará uma medida provisória (MP) com os seguintes objetivos:

  1. Proibir a cobrança diferenciada entre transações em Pix e em dinheiro
  2. Reforçar princípios constitucionais como o sigilo bancário nas operações Pix
  3. Garantir a não incidência de impostos sobre transferências via Pix
  4. Assegurar a gratuidade do Pix para pessoas físicas

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciaram estas medidas. Barreirinhas explicou que a revogação tem dois motivos principais:

  1. Eliminar o que se tornou “uma arma nas mãos desses criminosos e inescrupulosos”
  2. Não prejudicar a tramitação da nova medida provisória

Haddad enfatizou que a MP equipara o Pix ao pagamento em dinheiro, proibindo a prática de cobrar mais por pagamentos em Pix, que começou a ser detectada recentemente. O ministro afirmou que a medida visa extinguir a onda de fake news sobre a taxação do Pix.

“O Pix estará protegido pelo sigilo, como sempre foi,” disse Haddad, explicando que a MP apenas reforça e torna mais claros os princípios já existentes. O objetivo, segundo o ministro, é “salvaguardar a economia popular, salvaguardar as finanças das pessoas mais pobres, o pequeno comerciante e a dona de casa que vai fazer suas compras, e equiparar o pagamento em Pix ao pagamento em dinheiro.”

Haddad negou que a revogação do ato seja um reconhecimento de derrota para as fake news. Ele afirmou que a medida visa impedir que o ato revogado seja usado como justificativa para não votar a MP, e que o governo deseja que a nova medida seja discutida com sobriedade pelo Congresso Nacional.

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