Na segunda-feira (22), John Textor, proprietário da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, compareceu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a manipulação de jogos e apostas esportivas, em Brasília. Durante o depoimento, o empresário americano foi questionado pelo senador Romário, que atua como relator da CPI, sobre a possibilidade de estar interessado em vender o clube carioca.
Romário levantou a questão, indagando se as acusações feitas por Textor poderiam estar relacionadas a um interesse em negociar o Botafogo. Textor respondeu de forma enfática, negando tal intenção. “Essa é a pergunta mais absurda que já ouvi. Se meu objetivo fosse vender, não estaria aqui expondo questões de corrupção. Jamais conduziria negócios dessa maneira”, afirmou Textor, reiterando seu compromisso com a transparência e o sucesso do clube. Ele destacou o crescimento das receitas do Botafogo de 15 milhões para 75 milhões de dólares em dois anos, evidenciando a boa fase do negócio.
Textor também abordou as dificuldades enfrentadas devido às acusações de manipulação de resultados no futebol brasileiro, que ele vem denunciando desde novembro de 2023. Apesar dos desafios, incluindo processos judiciais, o empresário reafirmou seu amor pelo Botafogo e o apoio que recebe da comunidade do clube. Ele criticou a ideia de que estaria criando um cenário negativo para facilitar a venda da SAF, classificando-a como incoerente.
A CPI, presidida pelo senador Jorge Kajuru (PSB) e relatada por Romário (PL), investiga as denúncias de manipulação de resultados no futebol brasileiro, com Textor apresentando evidências de tais práticas. As provas foram entregues à Polícia Civil e serão examinadas em sessão secreta para proteger os direitos dos envolvidos.
Desde que assumiu o controle da SAF do Botafogo em 2022, Textor tem sido vocal sobre as irregularidades no futebol brasileiro, apontando manipulações que favoreceram equipes como o Palmeiras, campeão da Série A em 2023. Suas acusações abrangem árbitros e jogadores, com promessas de provar as manipulações citadas. Apesar das críticas ao STJD e às dificuldades enfrentadas, Textor mantém seu compromisso com a integridade do esporte e com o Botafogo.