RS e Porto Alegre Planejam Ações Prolongadas Após Enchentes

Com o Guaíba em alta, autoridades buscam soluções habitacionais para desabrigados
Porto Alegre RS

O Rio Grande do Sul enfrenta um desafio sem precedentes após as enchentes que desalojaram mais de 600 mil pessoas. O governo estadual e a prefeitura de Porto Alegre estão mobilizados para oferecer abrigo e planejar a reconstrução. O lago Guaíba, que subiu quase meio metro, sinaliza que a crise demandará esforços de longo prazo.

Porto Alegre propõe construir uma megaestrutura para acolher os desabrigados, enquanto o estado, sob a gestão de Eduardo Leite (PSDB), admite que os 770 abrigos atuais permanecerão ativos por meses. O secretário de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel, destaca a importância de realocar a população afetada, mencionando a ampliação do aluguel social como uma das medidas de apoio.

A capital, que abriga 14 mil pessoas em 157 locais temporários, planeja um grande abrigo no Porto Seco. Até agora, 76 mil pessoas estão em abrigos em todo o estado, com 538 mil desalojadas. A situação é agravada pela previsão de mais chuvas, que podem causar novas enchentes.

O nível do Guaíba atingiu 5,25 m, forçando a evacuação de áreas como o bairro de Lami. A água, que havia recuado, voltou a subir com as chuvas recentes, afetando diversos bairros de Porto Alegre. Autoridades trabalham para mitigar os impactos e planejam a reconstrução, enquanto a população enfrenta a incerteza de quando poderá retornar às suas casas.

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