Governo brasileiro propõe discussão sobre taxação dos super-ricos no G20

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comenta sobre a inclusão da proposta na agenda internacional
Reunião de ministros de Finanças do G20 - Foto de Tânia Rego - Agência Brasil

Durante a 3ª reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do G20, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, compartilhou informações sobre a declaração aprovada envolvendo a tributação global. O texto final será divulgado ao fim do evento, mas Haddad adiantou que constará um reconhecimento da necessidade de aprofundar discussões sobre a taxação dos super-ricos, uma pauta proposta pela presidência brasileira do G20.

O Brasil defende a adoção coordenada de um imposto mínimo de 2% para os super-ricos, argumentando que isso evitaria uma guerra fiscal entre os países. No entanto, há resistências, como a manifestada pela secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen.

Haddad comentou sobre a importância da discussão, destacando que a busca por justiça é um tema relevante na política. Ele ressaltou que o acordo dos 20 países mais ricos do mundo em discutir o tema proposto pelo Brasil é significativo, mesmo que ainda exija esforços adicionais para se concretizar.

O ministro também mencionou a necessidade de considerar o enfrentamento dos desafios globais, como a desigualdade, a fome e as questões climáticas, ao discutir questões tributárias. Ele afirmou que o governo brasileiro está trabalhando na elaboração de instrumentos de financiamento para atender às necessidades futuras.

Em seu pronunciamento aos demais participantes do evento, Haddad classificou a declaração em elaboração como um ponto de partida para um novo diálogo global sobre justiça tributária.

O G20, composto pelas 19 maiores economias do mundo, a União Europeia e a União Africana, é um foro global de diálogo e coordenação sobre temas econômicos, sociais, de desenvolvimento e de cooperação internacional. O Brasil assumiu a presidência do grupo em dezembro do ano passado, sucedendo a Índia, e sediará a Cúpula do G20 no Rio de Janeiro no fim do ano, antes de transferir a presidência para a África do Sul.

Fonte: Agência Brasil

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