O Ministério da Saúde confirmou os dois primeiros óbitos causados pela febre oropouche no Brasil. As vítimas eram mulheres com menos de 30 anos, sem comorbidades, residentes no interior da Bahia. Elas apresentaram sinais e sintomas semelhantes a um quadro de dengue grave, o que chamou a atenção das autoridades de saúde, já que não havia relatos na literatura científica mundial sobre a ocorrência de óbitos pela doença.
A febre oropouche é uma doença viral transmitida principalmente pelo mosquito conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Os sintomas da infecção incluem:
– Febre alta (38-40°C)
– Dores de cabeça intensas
– Dores nas articulações e músculos
– Dor atrás dos olhos
– Fotofobia (sensibilidade à luz)
– Náuseas e vômitos
– Tontura
– Erupção cutânea
Além dos óbitos confirmados, estão em investigação seis casos de possível transmissão vertical (de mãe para filho) da febre oropouche, sendo três em Pernambuco, um na Bahia e dois no Acre. Dois desses casos evoluíram para óbito fetal, houve um aborto espontâneo e três casos apresentaram anomalias congênitas, como a microcefalia.
O Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica a todos os estados e municípios, recomendando a intensificação da vigilância em saúde e o acompanhamento de gestantes e bebês com suspeita de arboviroses, incluindo a febre oropouche. A pasta também alertou sobre medidas de prevenção para a população, como evitar áreas com grande presença de mosquitos e usar roupas que cubram a maior parte do corpo.
Em 2024, foram registrados 7.236 casos de febre oropouche em 20 estados brasileiros, com a maior parte dos casos concentrados no Amazonas e Rondônia. O Ministério da Saúde mantém o monitoramento constante dos casos e possíveis óbitos por meio da Sala Nacional de Arboviroses, em diálogo com as secretarias estaduais e municipais de saúde.
A detecção de casos de febre oropouche foi ampliada para todo o país em 2023, após o Ministério da Saúde disponibilizar testes diagnósticos para toda a rede nacional de Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen). Estão em andamento três grupos de pesquisa sobre a doença, focados em informações laboratoriais, manifestações clínicas dos pacientes e o ciclo da doença nos mosquitos transmissores.
Fonte : Agência Brasil