Líderes e organizações internacionais manifestaram-se em resposta à controversa declaração. Francesca Albanese, relatora especial das Nações Unidas para os territórios palestinos ocupados, descreveu a proposta como “absurda, ilegal, imoral e completamente irresponsável”. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou fortemente a posição americana, acusando os EUA de terem encorajado as ações de Israel em Gaza.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, defendeu o direito dos palestinos de retornarem às suas casas e reconstruírem suas vidas. Enquanto isso, a Arábia Saudita reiterou seu compromisso com a criação de um estado palestino independente, tendo Jerusalém Oriental como capital, condicionando o estabelecimento de relações diplomáticas com Israel a este objetivo.
Em Ramallah, na Cisjordânia, Nabil Abu Rudeineh, porta-voz da presidência palestina, expressou firme oposição a qualquer ocupação, seja israelense ou americana, afirmando: “Estamos vivendo em nosso país, em nosso estado, em nossa terra e não sairemos nunca”. Por sua vez, Izzat Al-Risheq, alto funcionário do Hamas em Doha, Catar, rejeitou veementemente os planos de Trump, exigindo uma retratação e acusando as declarações de agravarem ainda mais a situação.
O presidente palestino Mahmoud Abbas foi recebido pelo rei Abdullah da Jordânia, que enfatizou a necessidade de interromper a expansão dos assentamentos israelenses e rejeitou tentativas de anexação de terras ou deslocamento de palestinos.
Durante um encontro com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na Casa Branca, Trump propôs tomar o controle da Faixa de Gaza, transferir os atuais moradores para outros países da região e desenvolver economicamente o território, com o objetivo de criar o que ele chamou de “Riviera do Oriente Médio”.
Marco Rubio, chefe da diplomacia americana, defendeu a proposta de Trump, caracterizando-a como uma “oferta única para intervir e limpar os escombros em Gaza”, argumentando que a população precisará de um local para viver durante o processo de reconstrução.
Israel continua negando as acusações de genocídio, que são objeto de investigação em tribunais internacionais.
A situação em Gaza permanece tensa, com a comunidade internacional buscando soluções para o conflito histórico na região.
As reações à proposta de Trump evidenciam a complexidade e sensibilidade das questões envolvendo o conflito israelo-palestino, destacando a necessidade de abordagens diplomáticas e soluções que respeitem o direito internacional e os direitos humanos de todas as partes envolvidas.
Fonte: Agencia Brasil/Radioagência