COP28, conferência do clima da ONU, terminou nesta quarta-feira (13/12) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com um acordo que propõe pela primeira vez a “transição em direção ao fim dos combustíveis fósseis”. O texto determina que os países mudem seus sistemas energéticos “de forma justa, ordenada e equitativa”.
O documento também insta os 198 países-membros da convenção a “acelerarem a ação nesta década crítica para atingir a neutralidade de carbono até 2050, segundo a ciência”.
“O compromisso que acabamos de assumir redireciona nossas ambições, mas também nossas responsabilidades. O nosso comprometimento em todas as suas dimensões: mitigação, adaptação e meios de implementação, alinhados a 1,5°C, são agora incontornáveis”, discursou a ministra Marina Silva na plenária final da cúpula.
A menção à transição faz parte do Balanço Global, inventário dos avanços e lacunas desde a aprovação do Acordo de Paris em 2015 e dos caminhos para conter o aquecimento do planeta. O documento constata atrasos no cumprimento dos compromissos climáticos, principalmente de países desenvolvidos, e no financiamento para os países em desenvolvimento se adaptarem e fazerem sua transição.
A ministra citou o discurso do presidente Lula no início da conferência, afirmando que a reunião em Dubai não poderia terminar sem a firme decisão de “enfrentar o debate sobre o ritmo lento da descarbonização do planeta, e trabalhar por uma economia menos dependente de combustíveis fósseis”.
Marina afirmou que a próxima tarefa é alinhar os meios de implementação necessários para garantir a transição justa. Para isso, completou, os países desenvolvidos devem assumir a liderança:
“É fundamental que os países desenvolvidos tomem a dianteira da transição rumo ao fim dos combustíveis fósseis e assegurem os meios necessários para os países em desenvolvimento poderem implementar suas ações de mitigação e adaptação”, discursou a ministra.